acid baby

Apagar e reacender as velinhas.

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Apesar de nunca ter tido grandes comemorações relativas a aniversários, eu gosto deles — o meu próprio e o dos outros. Encho-me de emoção quando quem amo completa mais um ano nesse planeta e fico empolgadíssima quando chega a minha data também. Há quem diga que não há nada demais nesse dia; e, de fato, talvez não haja mesmo. No fim das contas, todos os dias marcam datas e diariamente há um passado completando aniversário. Sei lá. Seja como for, o mês de julho sempre me traz uma sensação. Que sensação? Não sei explicar. Uma estado de reflexão que traz uma carga melancólica, mas traz também alegria. Uma esperança. Nostalgia. Mas acho que, sobretudo, um grande prazer. Isso de dar tanto significado ao meu aniversário e ao das pessoas à minha volta talvez me faça um pouco boba: pouco importa também. Estou no mundo para ser boba e admirar deslumbrada toda essa viagem. Justo isso me é enfatizado esses dias: fico a admirar ainda mais profundamente essa odisseia — enfadante mas belíssima — que é a vida. Celebrar minha existência e a existência de quem adoro. Olhar para mim e ver o que sou. Olhar para trás e ver o que foi.

Devo ser sincera e vos dizer que não, não estou onde quero e tampouco tenho pleno conforto e satisfação com a pessoa que sou. Não mesmo: há dias que meu reflexo faz-me chorar, dias em que minha própria voz embrulha-me o estômago, que não posso me suportar. Mas tenho dado passos largos nesse caminho. Aprendi a nutrir amor por essa que encaro diariamente no espelho e pela jornada que meus pés percalçam. E o fato de amar alguém não nos cega diante de seus erros, tampouco impede desentendimentos tempestuosos e maus momentos — funciona assim com o amor próprio também. Tenho eternas questões que vêm e vão; trago inúmeros conflitos comigo mesma e travo guerras mentais diariamente. Mas, sobretudo, respeito-me muito. Acalento-me só nas noites frias e tento perdoar-me, compreender-me. Orgulho-me de quem me tornei mas mais que isso: morro de orgulho de quem me tornarei. E é isso que emociona-me nos aniversários. Lembrar o extenso percurso e o quão longe alguém chegou. Saudar a vida. Viver é coisa seríssima, meu amigo. Vir ao mundo é, sim, um marco. E chegar até aqui exige trabalho hercúleo. Por isso, faço questão de comemorar essas datas, seja lá como for.

Enfim, meu aniversário é em dois dias, mas vivo a data com antecedência (e continuo a vivendo posteriormente por alguns dias depois também), enchendo-me dessas emoções todas. Apago as velas do ciclo que fecho e acendo as dessa nova idade. Que venha esse novo ano e que eu siga renovando-me — pois a vida não é vida sem seu movimento, evolução, descoberta. E é o que eu desejo. Desejo vida.

3 comentários:

  1. Tu me faz pensar sobre isso de estar confortável consigo mesmo, não sei quantas pessoas podem dizer firmemente que estão. Eu não! Mas acredito que esse trabalho que tu faz no blog, tem relevância e não sei se tu pensa assim, mas eu penso que te eleva.
    Se eu não puder voltar amanhã, quero desejar pra você um feliz dia de aniversário, que teus pensamentos sejam teus melhores momentos e que no dia à dia você tenha muitas alegrias, assim como prazer do conforto em ti mesmo.
    Abraço grande e um feliz aniversário.

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  2. Feliz aniversário Ana! Que seu dia seja incrivel (ou tenha sido..?), apesar das reflexões melancólicas, que tu possa ter muita gratidão por tudo que conquistou até aqui. E que você possa ter paciência até chegar onde realmente tu queira ser. Que a vida possa lhe dar tudo de muito lindo ♡♡♡

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  3. Feliz Aniversário!
    Desejo pra você muitos dias felizes, como o de hoje.

    Carpe Diem!

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♥ sinta-se à vontade, meu amor, mi casa es su casa. só lembre-se: respeito acima de tudo. ♥