acid baby

Uma intrusa.

Há dias que não há lugar que me acolha. Estranho a tudo e tudo me estranha; nada compreendo, nada me cabe. Tudo aperta, machuca, amassa meu corpo. Não há calma que se encontre. Falta espaço para mim neste planeta; vim por erro, ledo engano! Este mundo não me quer; culpa minha. Mande-me à júpiter, à qualquer terra desabitada, ao raio que me parta. Não sou boa, não sou nada. Uma carcaça preenchida por defeitos e desgostos, minúscula como areia, mesquinha e dispensável como um apêndice. A consciência de ser desnecessária arrebata-me em solidão. Desconstruo-me e remonto-me incontáveis vezes; nenhuma delas conserta o infortúnio de minha existência.

Um comentário:

  1. as vezes também me sinto uma intrusa, em lugares ou com pessoas que as vezes me sinto querida.
    amo muito a forma como tu escreve, admiro muito como consegue se expressar tão bem, tão bonita! não consigo nem mesmo escrever o que me causou sobre o que li, e sempre leio aqui. espero que tu nuuunca pare de escrever ❤❤❤

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♥ sinta-se à vontade, meu amor, mi casa es su casa. só lembre-se: respeito acima de tudo. ♥