acid baby

Nostálgico ser.

 Guardo minhas memórias como quem esconde ouro maciço — até o que flagela-me o peito faz parte de meu tesouro. Acumulo momentos como uma obsessiva; não há nada de que eu me livre. A nostalgia me enche os pulmões, esquenta minha pele. Assisto ao passado detrás de olhos fechados com a graça de quem vê a obra prima do século. Tudo vivo para lembrar depois; eu não quero esquecer.

 Que não apaguem os deuses do tempo, tão ásperos, as reminiscências que mantenho em mim intrínsecas, cheias de um insólito zelo; tudo que foi serve-me de essencial matéria. Esses retalhos montam o que sou. 

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