acid baby

Vácuo.

 O desgosto me atinge, repentino como um soco. O pesar da amargura me tira as forças, deixa-me lassa, estática, atônita. Ouço somente a mim indagando o vento “do que preciso?”; repito e repito, desesperada e histericamente. É vão. Não há sequer um ruído que sombreie um desfecho. Não há sequer o ímpeto de escrever; não há ato algum que me ocorra. Incomoda-me o som de minha voz, meu reflexo me entedia. Minhas palavras soam irrisórias.

 Não há vicissitude dentro de um cárcere arquitetado por si.

Um comentário:

  1. Lindo texto! Me identifiquei demais, principalmente por estar passando por uma fase (que não acaba, aliás), em que não sinto mais vontade de nada, nem de escrever. Complicado não?

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