acid baby

Rage.

 Fervo em ódio. A cólera acumulada de meus dias ácidos rompe e ensurdece como uma bala sendo disparada colada aos ouvidos. 

 As dores obscurecem e somem, conseguem esconder-se no mais esquecido de minha mente. Pancadas vêm e suas consequências não são vistas no instante; enganam-me. As sinapses de meu encéfalo fazem-me crer, traiçoeiras, que minhas quedas não produziram sequelas, quando elas reúnem-se e transbordam juntas, surgindo numa desnorteante explosão, pegando-me despreparada como um soco na face. 

 Vencida e acometida pela fragilidade de uma alma lassa, aniquilada pela força da vida – encantadora e devastadora vida –, cedo, perdida. 

 Tremo em raiva, pranteio em mágoa.

2 comentários:

  1. Caralho, que sensibilidade você tem para escrever.
    eu to encantada
    com o blog todo, com seu talento, com seus textos, ganhou uma fã.
    Descreveu tão poética e belamente uma crise minha de ansiedade movida a raiva.

    você é maravilhosa, nunca pare de escrever.
    grata

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  2. Finalmente consegui tempo da escola para ler (e como tinha o que ler por aqui!). Estava com saudade desses sentimentos tão puros e bem escritos, espero algum dia poder ter um livro seu ❤ Me sinto mais sensível depois de qualquer coisa tua e espero pelo amor de tudo que é mais sagrado que nunca pare de fazer isso!!

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♥ sinta-se à vontade, meu amor, mi casa es su casa. só lembre-se: respeito acima de tudo. ♥