acid baby

Desassossego

 A paranoia vem no mais quieto dos momentos. Num bote inesperado como o de uma serpente, torna-me vítima, prisioneira de minha mente. Envenena-me tão sutilmente. Meus olhos arregalam-se como os de um mártir assustado; a qualquer som assinto. Sufoco-me numa torturante especulação. Inverdades são sussurradas a mim por uma voz familiar, tão convincente. Como não crer em mentiras vindas do mais profundo de mim?

 A sensatez alerta-me o irreal, tenta trazer-me de volta ao sério; mas esta é tão ínfima comparada ao engano leviano do coração, tão amendrontado, tolhido, fraco. Minha cabeça sabe da verdade; meu peito não a sente. De que vale?

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