acid baby

Arkangel.

 Os dedos gélidos brincam no seu abdômen, passeando espontaneamente do peito à púbis. Seus músculos contraem-se com a surpresa do toque. Ele acorda, mas não abre os olhos por receio do que ali veria. Um sussurro tão frio quanto as mãos que o encostam chega ao seu ouvido.


— Atrapalhei seu sono, mon cheri? — indaga a familiar voz rouca, um tanto doce, um tanto triste. — Abre os olhos. Eu vim só pra olhar nesses olhos, mostre, pede a mesma voz, ainda calma, ainda num sussurro.

 Os olhos apreensivos finalmente encaram atônitos a figura a sua frente. Os dedos levantam, pretendendo tocar o rosto da amada, mas ele hesita e renuncia. Tem medo de se aproximar e afastar algo tão divino, tão... Angelical. O nome daquele ser, meio anjo, meio mulher, encaixava-se tão perfeitamente no que ela fora: Angelina. Contempla com as sombras da meia luz os detalhes daquele corpo já conhecido: os pelos negros em contraste com a derme alva, alguns ossos expostos sobrepostos pela pele de mármore, enrijecida, lisa e pálida por completo. Volta-se para seu rosto de expressão indecifrável. O maxilar marcado, o usual meio-sorriso, os olhos de felina que não desviam dos seus por nem um segundo. Sente imensa vontade de expressar o quanto sentira falta daquele corpo no lado esquerdo da cama, mas não consegue: está quase catatônico com a presença daquela fêmea. Angelina descansa a mão no seu rosto e aproxima-se para o ansiado ósculo, unindo seus lábios frios aos lábios calorosos do outro, causando no homem um arrepio quase torturante que corre da nuca aos pés. Ele teme estar delirando, sonhando, vivendo a mais utópica das quimeras. Ela monta com a precisão de uma amazona sobre seu corpo deitado, sem desvencilhar os lábios que matam uma necessidade contida há tanto tempo. O despe sem pressa, fazendo o homem doer de desejo. Agora começava a sentir frio pela presença de Angelina — e sentia prazer em assemelhar-se a amada. As coisas mais faziam sentido assim. Eles encaixam-se como se tivessem sido forjados pelos Deuses com o objetivo de viver esse momento. O corpo feminino movimenta-se com uma lentidão que tanto o torturava quanto o deliciava. Ambos tinham a sensação de alcançar o próprio nirvana, mas nenhum som era emitido de suas bocas. O ambiente era silencioso, absolutamente silencioso. Desfrutam da melhor forma um do outro, chegam ao ápice, encontram o paraíso. O corpo de Angelina volta ao local inicial, virada para seu homem, que ainda não parara de perguntar-se se aquele encontro havia sido somente um de seus desvarios. Talvez fosse, e é por isso que lágrimas escorrem silenciosas por seu rosto enquanto ele entreolha aquele espectro. Depois de tantos anos vivendo no desalento da morte de um ser amado, por que voltara agora? Ele não fala nada, mas ela entende. A mulher não diz nada; sela seus lábios como uma despedida e mais uma vez o deixa só na existência terrestre, dissolvendo-se na atmosfera.

 Como contentar-se com a trivialidade desse mundo tendo experienciado a presença extraordinária de Angelina?

Pra cuidar direitinho da pele.


 Há cerca de quatro anos atrás, comecei a ter um problema sério com espinhas. Sempre tinha uma constelação de acnes doloridas dispostas sobre meu rosto e, obviamente, isso me incomodava muito. Tentei alguns sabonetes, cremes, etc, mas nada funcionou tanto quanto métodos naturais que além de cuidarem das espinhas, nutriam muito bem minha pele. Isso me ajudou bastante e diminuiu em uns 95% minha acne. Apesar de não sofrer mais com esse problema, sigo usando esses artifícios porque são ótimos e por isso, decidi compartilhá-los aqui! 

Máscara de argila verde
Uso a argila verde há mais de um ano e foi uma coisa que me ajudou MUITO na oleosidade e acne, sério. O efeito pode ser sentido assim que você tira a máscara, mas passa a fazer diferença mesmo quando usada constantemente, porque é como um tratamento. Uso uma ou duas vezes por semana e é suficiente. Não recomendo pra quem não tem uma pele oleosa, porque ela tem o efeito de ressecar. A argila pode ser encontrada bem barata em casas de produtos naturais e ela dura por muito, mas muito tempo comprei umas 200g há um ano e ainda tem um pouco!. Pra preparar a máscara, é só colocar uma colher de  sopa de argila e misturar com um creme facial ou com água mesmo sempre fiz com água, até ter uma consistência cremosa. Quando a máscara começar a craquelar (o que leva cerca de uns vinte minutos), você já pode tirar com água. 

Máscara de farinha arroz
Uso essa há menos tempo, mas ela tem um efeito ótimo. Deixa a pele limpinha e lisinha, sabe? Serve também pra tirar manchas, então pode ser usada em outras partes do corpo, caso haja alguma marquinha que lhe incomode. A farinha de arroz você pode obter também em casas de produtos naturais ou fazer em casa mesmo, simplesmente passando arroz cru no liquidificador até virar um pó fino. Depois, o procedimento é o mesmo da máscara de argila: só misturar com água ou com um creme facial até formar uma pasta e passar, tirando depois de cerca de vinte minutos. 

Esfoliação com café e açúcar
Isso é o que eu faço há mais tempo! A esfoliação ajuda a remoção de sujeiras e células mortas, é muito bom pra manter a pele limpinha. Pode-se fazer em qualquer parte do corpo. A mistura é basicamente creme facial ou hidratante corporal, dependendo de onde quiser usar, com café e açúcar. Depois passar com as mãos em movimentos circulares por alguns minutos e lavar com água. P.S: É normal a pele ficar avermelhada.

Máscara de mel
O mel é extremamente nutritivo pra pele. Essa máscara é ainda mais simples que as outras: basta passar mel por todo o rosto e ficar com ele por meia hora. É um pouquinho desconfortável porque coça, mas vale a pena porque hidrata demais e ainda tem efeito preventor de espinhas.

Conhece-te a ti mesmo.

 A verdade é que descobrimo-nos apenas quando solitários. Todas as outras versões não são tão reais. Se quer mesmo saber os porquês de ser o que se é, a resposta está na isolação. Só podes desvendar os próprios mistérios no vazio da solidão. Se quer enxergar e encostar no mais puro, cru e verdadeiro de si, precisa passar longas noites acompanhadas de ninguém além do próprio espírito. Nesses momentos temos a liberdade de virarmos do avesso, extrair o que há de melhor e também de mais roto dentro de nós. Eis o segredo do viver: depois de passar pela odisséia que é descobrir o que, porquê e pra quê somos, há a possibilidade de compreensão e absorção de todas as outras coisas que encaramos em nossa existência. 

Perdida.

 

 Meus pensamentos se esvaem como areia fina entre meus dedos. Tenho estado intangível, inalcançável, à milhas de distância de mim mesma. Compulsivamente organizo e reorganizo palavras, e ainda assim, o que escrevo não flui, o que falo não condiz. Impossível explicar o que me aflige quando o que sinto é tão meu que não existem palavras que o elucidem.  Engulo as palavras e elas ferem minha garganta como lâminas. Paro meu corpo em frente ao espelho e pergunto àquela figura de olhos grandes e cansados: o que você quer? Não há respostas, só o cruciante silêncio ecoa. Há algo errado, mas o quê? Como agir quando o próprio corpo se torna uma casa pequena demais pra abrigar uma alma tão impaciente?

 O incômodo constante é um mal sofrido por quem muito sente. Não há calma quando o peito abriga uma chama disposta a implodir a qualquer momento.

Nacionalidade.


 Eu sempre consumi bastante a arte nacional. Nosso país é riquíssimo: a literatura é incrível, tem cantores e compositores geniais dentro da música, possui uma cultura incrivelmente marcante e variada. Eu acho de uma tristeza imensurável que isso não seja levado em consideração. Infelizmente, pouca gente consegue enxergar tudo de bom que o Brasil tem pra oferecer. Claro, nem tudo são flores, mas há sim muito pra se admirar sendo produzido aqui dentro. 
 Sou muito de fases em relação a música: ou estou ouvindo muita coisa de fora, ou estou totalmente focada em artistas nacionais não faço a mínima ideia do porquê disso. Nos últimos meses, tenho escutado muita coisa daqui e então pensei em falar sobre meus cantores/bandas favoritas nacionais (: Escolhi quatro dentre os artistas mais antigos e outros quatro mais recentes. 


Vanguart
Conheço há um bom tempo, porém comecei a ouvir mais constantemente um tempo desses. Criei um vínculo tão forte tão rapidamente que eles definitivamente merecem estar aqui. Cada música dessa banda me traz uma memória, uma sensação. As letras são lindas, são pura poesia. Merece ser ouvida com atenção, as músicas devem ter cada palavra cantada sentida. Eu nem sei bem definir quais são minhas músicas favoritas, porque todas são incríveis demais, mas escolhi pra colocar aqui Se tiver que ser na bala vai, Pancada Dura e Pelo amor do amor. 

  



Chico Buarque de Hollanda
Vocês certamente conhecem esse nome. Chico me acompanhou desde muito nova, já que meu pai é um grande fã também, mas comecei a ouvir literalmente todos os dias nos últimos dois anos. Sou apaixonada pelas composições desse cara e fico atônita com a forma que ele consegue descrever com tanta perfeição as emoções humanas, seja lá quais forem. Todas suas composições, das românticas às de protesto contra a ditadura, é tudo impecável, tudo passa muita intensidade. Esse homem é simplesmente um gênio, adoro todas suas músicas, mas coloquei aqui Rosa dos Ventos, Cecília Roda Viva. 
  



Thiago Pethit 
Não me recordo quando nem o quê me fez começar a ouvir Thiago Pethit, mas eu sei que me apaixonei de primeira. Extremamente charmoso e com um ar de rock star, Pethit produz uma música bem diferenciada. Não dá pra comparar ele com nenhum outro artista, ele é muito singular. Algumas músicas dele misturam o português com o inglês e todas são muito estimulantes, com um ar muito... sexy. Os clipes também são maravilhosos, mesmo! Minhas favoritas são Quero ser seu cão, Romeo e Moon.
  


Caetano Veloso
Passei a ouvir constantemente Caetano nos últimos meses e ainda estou conhecendo sua música, mas já aprecio muito seu trabalho! Acho que ele tem uma das vozes mais bonitas que já ouvi, suas letras são incríveis, com tantos significados possíveis. Os shows dele são maravilhosos, a forma que ele interpreta suas músicas é de arrepiar. As que mais gosto de Caetano são Você não entende nada, Eu sou neguinha e O quereres. 


  


Johnny Hooker 
Há ano atrás pesquisei o nome de Johnny pois soube que ele estaria presente num show do carnaval daqui de Recife, e fiquei atônita com sua música. Ele é extremamente intenso e descreve tão bem o amor em toda sua fúria, calor, sutileza, dor, ternura. Tudo. Cada música traz uma sensação, uma euforia, é incrível! Suas criações são geniais, fico extremamente feliz em ter acompanhado sua carreira do início. Minhas queridinhas dele são Amor Marginal, Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito! e Poeira de estrelas.

  


Engenheiros do Hawaii 
Essa é uma das favoritas do meu pai, eu os ouço desde que posso me lembrar. Acabou que a paixão passou de pai pra filha e eu me apaixonei completamente por Engenheiros! As músicas deles são incrivelmente bem construídas. Humberto Gessinger, que é o vocalista, é um puta compositor e é impossível não ficar encantada com a letra e sonoridade das canções de Engenheiros do Hawaii, não tem sequer uma música da banda que eu não goste. Minhas favoritas são Revolta dos Dândis I, Toda forma de poder e A Promessa


  


Cícero
Conheci a música de Cícero em meados de 2013, pelo facebook de uma colega, e ele me acompanha desde então. Ele tem uma delicadeza única, há algo de muito especial em suas músicas, você o ouve e fica com um nó na garganta. Minhas músicas favoritas dele são Ensaio sobre ela, O Bobo e Eu não tenho um barco, disse a árvore.

  


Legião Urbana
Por último, mas não menos importante! Outra banda que foi posta em minha vida desde muito cedo. Legião Urbana me acompanhou em todas as fases que posso lembrar, a banda tem um significado muito grande pra mim. Suas letras são lindas e as músicas, apesar de terem uma estrutura simples, são de arrepiar pela intensidade que é posta nelas. Minhas músicas favoritas são Ainda é Cedo, Soldados e Índios

  

Wishlist literária


 Eu sempre quis fazer wishlists, mas tenho um problema: eu nunca quero nada. Depois de ler e ver bastante sobre o minimalismo, mesmo não me tornando uma adepta, penso mil vezes se preciso mesmo daquilo antes de comprar algo e, bom, na maioria das vezes não preciso. O mesmo acontece nas wishlists: como sei que não preciso de nada, não há o que listar. Porém livros são sempre bem vindos e minha racionalidade de compra não se aplica a eles, portanto, decidi fazer uma wishlist das obras que tô querendo no momento. Espero ter e ler todas elas até o fim do ano! (:



1. A Obscena Senhora D., de Hilda Hilst • "A Obscena Senhora D" é Hillé, que após a morte do seu amante, se recolhe ao vão da escada, para falar 'dessa coisa que não existe, mas é crua e viva, o Tempo.' Obra plena dos temas mais caros à autora - o desamparo, a condição humana, o apodrecimento da carne, a alma conturbada - 'A Obscena Senhora D' é uma procura lúcida e hipnótica das razões da existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um apaixonado beijo de amor. Como a própria Senhora D afirma: '... A vida foi uma aventura obscena, de tão lúcida.'

2. Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector • A vida de Joana é contada desde a infância até a idade adulta através de uma fusão temporal entre o presente e o passado. A infância junto ao pai, a mudança para a casa da tia, a ida para o internato, a descoberta da puberdade, o professor ensinando-lhe a viver, o casamento com Otávio. Todos estes fatos passam pela narrativa, mas o que fica em primeiro plano é a geografia interior de Joana. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback).

3. O Amor Natural, de Carlos Drummond de Andrade • Publicado após a morte do autor, trata do amor com uma linguagem desnuda, quase pornográfica, dividindo as opiniões sobre seu conteúdo. Fortes, intensos e sem o travo de melancolia da poesia amorosa de Drummond, os poemas de 'O Amor Natural' têm clara e positiva afirmação do desejo sexual, do conhecimento físico entre duas pessoas e da vitória contra a morte que representa a busca pelo prazer. 

4. A Metamorfose, de Franz Kafka • 'A Metamorfose' é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

5 . O Processo, de Franz Kafka • Romance publicado em 1925, narra o percurso de Josef K. pelas instâncias de um processo em que é réu, mas cujo teor ele desconhece. O protagonista se vê repentinamente implicado num emaranhado burocrático irresistível que o leva a refletir sobre o sentido da própria existência, a arbitrariedade e a morte.

Séries dessas férias

 Nunca fui muito uma pessoa de séries, no entanto, nos últimos meses, tenho cedido à algumas. Decidi compartilhá-las com vocês porque as acho muito boas! ♥ 

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The End Of The F***ing World
Adaptação dos quadrinhos homônimos de Charles S. Forsman, a série de humor sombrio acompanha dois adolescentes extremamente disfuncionais por uma jornada pontuada por invasões a domicílio, roubos, assassinatos e tentativas de abuso sexual.
 Vocês devem estar ouvindo bastante sobre essa série, e com motivo: é incrível! Me controlei pra não assistir tudo num dia só gosto de me torturar com a expectativa. A série tem um clima vintage, uma trilha sonora impecável, fotografia muito boa e episódios curtos, dinâmicos e muito instigantes. Sério, me pegou de jeito, eu não poderia gostar mais. Com certeza, virou uma das minhas séries favoritas. 10/10

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Black Mirror
Black Mirror retrata a inquietação coletiva em relação ao mundo moderno. Com muito suspense e genialidade, cada história explora temas relacionados à paranoia tecnológica contemporânea. A tecnologia transformou todos os aspectos de nossa vida: em todas as casas, em todos os escritórios e nas mãos de todas as pessoas há uma tela de plasma, um monitor, um smartphone – um espelho negro refletindo a nossa existência no século 21.
 Black Mirror é muito famosa e foi isso que me levou a assistir. É de fato muito genial. Sempre tive uma agonia profunda em relação a evolução da tecnologia e como isso nos afeta e vai afetar ainda mais no futuro, por isso gostei muito. Já que os episódios não têm relação entre si, eu fui assistindo aleatoriamente os que mais me interessaram. Têm uma duração consideravelmente longa e te mante um bom tempo entretido. Assisti os episódios Hino Nacional (Temp1 Ep1), Volto Já (Temp2 Ep1), Queda Livre (Temp3 Ep1), Manda quem pode (Temp3 Ep3), Arkangel (Temp4 Ep2) e Hang The DJ (Temp4 Ep4), e só não gostei muito do primeiro ep. da primeira temporada. De resto, achei todos simplesmente fodásticos e muito bem feitos. Pretendo assistir mais! 9/10 


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Touch
Martin Bohm é um ex-jornalista que, após o falecimento da esposa nas Torres Gêmeas em 11 de setembro, passa a exercer uma série de trabalhos diferentes tentando dar um novo sentido à própria vida. Isso inclui tomar conta do filho, Jake, de 10 anos, que desde que nasceu foi diagnosticado com autismo. Mas Martin começa a acreditar que Jake é mais do que os olhos podem ver. Usando uma série de números em padrão, o garoto leva o pai a fazer descobertas e, assim, começa a traçar um certo equilíbrio entre vários acontecimentos ao redor do mundo. Martin passa então a investigar para descobrir qual é o grande propósito do filho, e os motivos de ele estar no mundo.
 Eu nem lembro como comecei a assistir essa série, mas se não me engano, foi no último dia do ano passado. A série é muito envolvente porque está sempre surpreendendo e os acontecimentos são todos muito instigantes, sabe? Você quer saber o que vai acontecer no final do episódio, é tudo muito bem pensado e inteligente. Além disso, é impossível não se prender também ao relacionamento pai-filho de Martin e Jake. Estou no décimo episódio da primeira temporada e recomendo bastante. 7.5/10


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Vikings 
Vikings apresenta os famosos exploradores, comerciantes, guerreiros e corsários nórdicos a partir do seu ponto de vista. A história é centrada em Ragnar Lothbrok, um agricultor e guerreiro que acredita ser descendente direto do deus Odin, que decide partir e lutar para conquistar novas terras.
 Eu acompanho Vikings há literalmente anos. A série nunca me decepcionou e não está sendo diferente com a quinta temporada, cujo os episódios estão sendo lançados aos poucos me deixando me roendo de ansiedade. Essa temporada tá de fazer meu coração parar. Sempre que posso, recomendo, e agora não vai ser diferente: assistam! 10/10

Cacos

 Imagem de broken, mirror, and glass

 Minha mãe é feita de aço. 

 Desde que eu posso me lembrar, vi minha mãe lidar com relacionamentos tempestuosos. Ninguém nunca lhe foi agradável. Minha mãe teve uma vida complicada em todos os aspectos possíveis. Foi fustigada de todos os lados. Minha mãe passou por tantas guerras que você nem pode imaginar. 

 Sabe o que é mais curioso? 

 Em todos esses anos, mesmo tendo sido tão marcada, eu não vi ela chorar. Nunca. Ela encarava tudo com um sorriso. Às vezes com cinismo. Mas nunca se deixou abalar. Os machucados de minha mãe nunca a fizeram parar. As cicatrizes são tão bem escondidas que quase deixam de existir. Sua força sempre foi de deixar qualquer um impressionado. É admirável. 

 Minha mãe é feita de aço, mas eu não. Eu não. 

 Eu sou feita de vidro. Transparente, tênue e quebradiça como vidro. 

 Por isso, sugiro que fique de olho em si mesmo. Veja bem como você age comigo. Eu suporto um ou outro impacto, mas não por tanto tempo. Eu não sei ser tão macia, eu simplesmente não aguento tanto assim. E você deve saber, quando se estilhaça vidro, além de não poder recuperá-lo em sua forma original, você corre sérios riscos de se machucar. Eu só queria te lembrar disso. Eu sou feita de vidro.

Inquietação.


 Assim como uma ostra, só sou capaz de criar algo belo diante do desconforto. Abomino o que me é cômodo por ser o que me faz improdutiva. Quero o incomodo, o desafio. Refaço-me quando chego à exaustão. Aprecio tudo que me é novo, quero tudo que desconheço. Escrevo somente quando sou provocada, só tenho as palavras quando elas remexem dentro de mim. Só posso pintar rostos que vi. Só posso dissertar sobre o que vi, o que vivi, o que me habita, o que me possui. Só posso capturar ambientes onde já estive. 
 Anseio por ver mais. Sentir mais. Ser mais. Almejo novas experiências porque só assim posso renovar a mim e a minha arte. 

16. Uma música de um filme

Esse é o quarto post do 30 music challenge. Clique aqui e veja meus outros posts do projeto. ♥ 

Her é um dos filmes mais bonitos que já vi. É calmo e agradável de assistir, me levou a tantas reflexões, me tocou muito. Fiquei emocionada e envolvida com a história. Quando chegou a cena onde tocam essa música, quase explodi de amor. Me deu vontade de chorar, sabe? Mas de uma forma boa. O som das vozes, do ukelele, me acolheram muito. Acho que posso definir o sentimento como uma felicidade triste ou uma tristeza feliz.

it's a dark and shiny place 
but with you my dear 
i'm safe and we're a million miles away 
we’re lying on the moon 
it’s a perfect afternoon 
your shadow follows me all day 
making sure that i'm okay 
and we’re a million miles away

Ambivalência.


 Há dias que te procuro pra me alojar no seu peito e encontrar a calma que só o calor da sua pele dourada me dá. Outros dias te busco pra compartilhar minhas teorias e opiniões e histórias e sermões. Em dados casos, quero-te como um amigo, ouvir sua posição sobre dadas situações, escutar atentamente seus conselhos. Sendo sincera, há também os dias que te busco somente pelo prazer do nosso sexo. Às vezes te quero pra rir alto e contar piadas; outras, te desejo pra conversar sobre cada centímetro do meu âmago e chorar abertamente no seu ombro. 
 Na maioria do tempo, quero você por perto pelo conjunto de todas as coisas que citei e tantas outras que jamais poderia descrever. No entanto, é surpreendente até pra mim mesma que mesmo quando estou impaciente com grande parte das suas características, há sempre alguma outra que me faz voltar. Isso só me faz sentir mais raiva,
 mas também me faz te adorar mais.