acid baby

1984, de G. Owell.

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Olá :) Faz mais de um ano que eu sumi daqui, mas isso não importa tanto. Acho que todo mundo sumiu, não é? Acho triste. Os blogs sempre me foram acolhedores e a gente sempre tem a impressão que não vai acabar nunca, mas acaba. No entanto, escrever ainda é uma das minhas paixões (se não a maior), e a única coisa que me tirou desse lugarzinho foi a ausência de computador no último ano, mas agora que já tenho um novo, posso voltar a brincar com as teclas e palavras, mesmo que, certamente, não haja mais ninguém aqui para me ler. 
 Eu tava mesmo afim de voltar a escrever. Bom, eu gosto de escrever, me dá um imenso prazer me expressar, e eu acho que não devemos deixar de lado bons hábitos, não é mesmo? Por isso estou aqui novamente.
 Bom, como vocês podem ver no título, escolhi para falar hoje do livro que terminei de ler recentemente: 1984, de George Owell. Desde que terminei de ler esse livro estive com muita vontade de conversar sobre ele com alguém, e acho que os escolhidos são vocês. Prometo que é interessante (e muito!). Não sou a melhor em resenhas, mas vamos lá, não vou dar nenhum spoiler aqui :)


"Em seu último romance, o Owell criou um personagem chamado Winston, que vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado. Essa submissão ao poder, é relatada, inclusive, na rotina desse personagem, que trabalha com a falsificação de registos históricos, a fim de satisfazer os interesses presentes. Winston, contudo, não aceita bem essa realidade, que se disfarça de democracia, e vive questionando a opressão que o Partido e o Grande Irmão exercem sob a sociedade. A inspiração do livro vem dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40 e, é assim, sob a ótica da ficção, que o autor faz com que seus leitores reflitam sobre o sistema de controle, que depois de tanto tempo ainda é muito questionado." (sinopse da Saraiva)

 Se eu tivesse o dever de usar uma palavra pra definir esse livro, eu usaria a palavra genial. Não acho que haja um adjetivo existente que o defina melhor, de verdade.
 O livro é uma distopia narrada por Winston Smith. Ele está preso numa cidade que seria a atual Londres, vivendo na atual sociedade onde simplesmente não se pode falar, pensar ou agir sozinho. Tudo que você é, tudo que você tem, tudo que você pensa, cada segundo da sua existência pertence ao estado. A população é, literalmente, vigiada 24h por dia. Pelas casas, há teletelas, que são uma espécie de TV onde quem está do outro lado pode lhe ver também. Você nunca está sozinho. Cada expressão sua, cada palavra dita, tudo é meticulosamente analisado. Qualquer coisa fora do padrão será motivo de suspeita, de investigação. Tudo o que o Partido fala se torna verdade absoluta; o passado é desintegrado e reconstruído, as notícias são manipuladas, até mesmo as palavras são modificadas nesta realidade para que nada contrarie o Partido. O Grande Irmão é o ditador, literalmente o dono da verdade.
 O Grande Irmão é a força maior do Partido. É quem dita, é quem manda, é um líder que deve ser amado e servido. Cada vida o pertence.

 Acho que com isso, dá pra vocês terem uma ideia do livro, caso nunca o tenham lido, mesmo que seja um resumo beeeeeem básico. O livro é extremamente extenso, riquíssimo em detalhes; Owell, de fato, criou uma sociedade. A obra é muito bem construída e não há nada que falte; é muito completo. Temos os proletas, os servidores do estado, os ministérios... Tudo para fazer você mergulhar inteiramente no livro.
 De fato, é isso que acontece: você mergulha totalmente. De verdade! Não tem como não se sentir intimamente tocado por cada palavra. À primeiro momento, você sente uma angústia enorme, uma agonia, uma aflição: "por que essas pessoas não fazem nada? Por que ninguém percebe? Por que não há uma revolução?". Depois, é totalmente claustrofóbico: você, agora, está preso ali também. Você devora cada palavra do texto e sente muito bem tudo que Winston Smith sente.
 O livro vai te abrir os olhos para muita coisa. Porque em um determinado ponto da leitura, você vai ver que aquilo tudo chega a ser como uma profecia; não é como se nós estivéssemos muito longe de viver como Winston. Obviamente que nossa realidade não é extrema ao ponto, mas sim, podemos nos comparar em vários aspectos.
 A linguagem usada não é nada complicada; você consegue finalizar a leitura com poucas visitas ao google ou ao dicionário. No entanto, o livro exige um certo tempo. Eu mesma fiquei presa nele por várias semanas, acho que quase dois meses. Como podem perceber, não é um livro leve e tampouco otimista. Mas são características do livros, as quais o fazem tão instigante.

 Bom, já havia lido A Revolução dos Bichos do mesmo autor (que também é um livro muito foda, bastante crítico também) e 1984 não me decepcionou nem um pouco. George Owell é de um talento extremo. Acho que todos deviam ter uma experiência com essa obra, porque ela é maravilhosa. Se possível, leiam este livro, galera. 10/10 para ele!

Vocês podem ter 1984 em PDF aqui e aqui :) ♥