acid baby

Âmago


Tenho em mim todas as ruas e becos e pontes. Guardo comigo todos os beijos e todos os orgasmos e todos os ascos. Sou toda beleza escondida, abrigo toda a melancolia esclarecida. Absorvi todas as lágrimas e os sorrisos e os toques. Acolho todos os medos. Eu guardo toda a solidão. Eu sou só solidão. Eu sou só alegria também. Levo comigo todas as gargalhadas e os conselhos e os olhares. Eu guardo comigo toda essa gente bonita e com sorriso aberto que enche a rua do centro. Eu sou todas as flores que já peguei. Eu guardo comigo todos os poemas e todos os poetas e todas as letras, cada uma delas. Não há nada que eu não me lembre. Venero e adoro todas as coisas. Faço uma festa. Eu sou uma festa. Eu sou todas as pessoas. Eu sou toda verdade. Eu só existo em movimento. Eu tenho muitas bocas. Eu tenho mais de setenta almas. Eu sou mil pessoas destroçadas.

À minha confidente


bel, 
eu acho que eu devo começar agradecendo. Bem, obrigada. Obrigada por tudo. Pela sinceridade, por dividir o peso do mundo comigo, por entender minhas dores tolas, por me ajudar a encontrar o equilíbrio, por compartilhar comigo seus poemas extraordinários e ler com atenção todas as minhas histórias imaturas e sem sentido. Obrigada pela paciência e por não me julgar. Obrigada por ouvir, com uma paciência do tamanho da galáxia, eu contar sem parar de todos os meus casos e paixões e namoros e confusões que nunca acabam. Obrigada por ter aberto meus olhos no momento mais perigoso da minha vida e ter me apoiado em cada decisão, por mais burra que fosse. Me desculpa por ser essa confusão toda que eu sou. Eu nunca vou cansar de repetir o quanto te conhecer foi bom, porque se não fosse você, eu vivia, mas vivia muito mal acho que essa frase é sua, mas eu posso sim roubá-la pra escrever pra você de volta. Nossa relação não é a mesma do início mas também não somos as mesmas e isso é óbvio. No entanto, fico feliz que você ainda esteja aqui por mim e quero que saiba que sempre vou estar aqui pra você. Enfim. Vê se te alimenta, me procura em qualquer confusão e se aguenta aí. Não temos fotos para serem postadas no instagram mas sinto que temos o suficiente. Eu amo você. 


com carinho,
ana.

O que me faz feliz

Tenho escrito muito melancolicamente ultimamente, sei lá o porquê, estou ótima. Então, pra quebrar essa onda de tristeza, decidi listar as infinitas coisas que me fazem feliz. ♥

♥ sorrisos
♥ flores
♥ gente bonita (por fora também, mas principalmente por dentro)
♥ fotografia
♥ dançar (mesmo que muito, muito mal)
♥ banho de mar
♥ praia
♥ música
♥ abraços verdadeiros
♥ roupas novas
♥ ficar sozinha em casa
♥ olhar o céu
♥ livros e livrarias
♥ andar de mãos/braços dados com as pessoas
♥ museus
♥ o centro da cidade
♥ escrever
♥ borboletas
♥ banhos gelados
♥ carinho
♥ lugares ao ar livre
♥ banho de chuva
♥ estrelas
♥ sexo
♥ poesia
♥ ônibus vazio
♥ aprender coisas novas
♥ o sol fraquinho das cinco da manhã
♥ dar presentes
♥ gente que se importa
♥ reconciliações
♥ sinceridade
♥ conversar
♥ pedras
♥ coisas feitas á mão
♥ notas boas
♥ ensinar



{...}
{uma playlistzinha bem nada a ver com o post exceto pelo fato das músicas me agradarem muito e me deixarem felizinha também}








você me perguntou porque eu escrevo.

Imagem de book, letters, and vintage

Escrevo porque sou louca. Escrevo porque as coisas se amontoam, embaralham, sufocam em minha garganta e criam um nó incômodo. Escrevo porque é a única coisa que desata esse nó. Escrevo porque só assim conheço-me. Escrevo o que não consigo verbalizar. Escrevo muito porque não consigo verbalizar quase nada. Escrevo porque só assim fico em calma e faço pazes comigo mesma. Escrevo por falta do que fazer, por falta de tapa na cara. Escrevo porque as palavras e a poesia inserida nelas não me permitem ficar desabitada, vazia. Escrevo pra não perder a inspiração (já tenho pouca, você sabe, vou perder mais o que?).  Escrevo pra não perder a cabeça. Escrevo porque gosto de como as frases ficam quando escritas em caneta preta e alinhadas sob páginas brancas. Escrevo no papel porque ainda não posso escrever, desenhar, detalhar em tua pele com minhas unhas. Escrevo, por fim, porque é o que me resta. 

meu grande homem



não sou o suficiente
e não estou surpresa;
homens grandes querem mulheres,
não querem meninas.
homens grandes de olhos vulcânicos não têm tempo para pequenas meninas de olhos melancólicos.

[...]

porque meu grande homem quer a lua,
mas eu sou só poeira estelar.



o mau filho retorna à casa

 

 Olá, olha só quem decidiu dar as caras por aqui. Acho que devo desculpas. Foi mal aí, galera. Uma vontade súbita e muito louca de escrever por aqui me apareceu e aqui estou o fazendo, mas parece que desaprendi a lidar com isso aqui. Parece que todo mundo dos blogs que eu gosto decidiu sumir do mapa também, e isso é tão, mas tão péssimo. É triste que eu não possa bater e xingar eles, até porque eu fiz o mesmo. Muito trágico. </3 
 Acho que eu tenho estado extremamente perdida. Não que eu já tenha tido um rumo em algum momento dessa vida, o caos me acompanha, mas parece que tá tudo mais inquieto esses tempos. É tudo necessidade de fuga, provavelmente, mas fuga pra onde? Eu não sei, meu deus, eu tô atrás dessa resposta. Tenho procurado coisas agradáveis, boas e leves, e vez ou outra as acho e por alguns momentos tenho a calma que tanto preciso e vejo que ele existe e é possível, só preciso organizar tudo aqui dentro pra que ele se faça mais presente. Estou me esforçando para ser o meu melhor e acho que até tô chegando perto de conseguir. Enfim, enfim.
 Preciso acordar pra o colégio. Toda essa confusão mental tem me deixando aérea e há uma probabilidade enorme de isso me foder muito ainda mais em poucos meses. Fui péssima nas últimas avaliações </3 Mas enfim. Chega de falar de mim. Só queria avisar que i'm back, bitches.

 Até qualquer horinha dessas. Besos, besos.