acid baby

Nacionalidade.


 Eu sempre consumi bastante a arte nacional. Nosso país é riquíssimo: a literatura é incrível, tem cantores e compositores geniais dentro da música, possui uma cultura incrivelmente marcante e variada. Eu acho de uma tristeza imensurável que isso não seja levado em consideração. Infelizmente, pouca gente consegue enxergar tudo de bom que o Brasil tem pra oferecer. Claro, nem tudo são flores, mas há sim muito pra se admirar sendo produzido aqui dentro. 
 Sou muito de fases em relação a música: ou estou ouvindo muita coisa de fora, ou estou totalmente focada em artistas nacionais não faço a mínima ideia do porquê disso. Nos últimos meses, tenho escutado muita coisa daqui e então pensei em falar sobre meus cantores/bandas favoritas nacionais (: Escolhi quatro dentre os artistas mais antigos e outros quatro mais recentes. 


Vanguart
Conheço há um bom tempo, porém comecei a ouvir mais constantemente um tempo desses. Criei um vínculo tão forte tão rapidamente que eles definitivamente merecem estar aqui. Cada música dessa banda me traz uma memória, uma sensação. As letras são lindas, são pura poesia. Merece ser ouvida com atenção, as músicas devem ter cada palavra cantada sentida. Eu nem sei bem definir quais são minhas músicas favoritas, porque todas são incríveis demais, mas escolhi pra colocar aqui Se tiver que ser na bala vai, Pancada Dura e Pelo amor do amor. 

  



Chico Buarque de Hollanda
Vocês certamente conhecem esse nome. Chico me acompanhou desde muito nova, já que meu pai é um grande fã também, mas comecei a ouvir literalmente todos os dias nos últimos dois anos. Sou apaixonada pelas composições desse cara e fico atônita com a forma que ele consegue descrever com tanta perfeição as emoções humanas, seja lá quais forem. Todas suas composições, das românticas às de protesto contra a ditadura, é tudo impecável, tudo passa muita intensidade. Esse homem é simplesmente um gênio, adoro todas suas músicas, mas coloquei aqui Rosa dos Ventos, Cecília Roda Viva. 
  



Thiago Pethit 
Não me recordo quando nem o quê me fez começar a ouvir Thiago Pethit, mas eu sei que me apaixonei de primeira. Extremamente charmoso e com um ar de rock star, Pethit produz uma música bem diferenciada. Não dá pra comparar ele com nenhum outro artista, ele é muito singular. Algumas músicas dele misturam o português com o inglês e todas são muito estimulantes, com um ar muito... sexy. Os clipes também são maravilhosos, mesmo! Minhas favoritas são Quero ser seu cão, Romeo e Moon.
  


Caetano Veloso
Passei a ouvir constantemente Caetano nos últimos meses e ainda estou conhecendo sua música, mas já aprecio muito seu trabalho! Acho que ele tem uma das vozes mais bonitas que já ouvi, suas letras são incríveis, com tantos significados possíveis. Os shows dele são maravilhosos, a forma que ele interpreta suas músicas é de arrepiar. As que mais gosto de Caetano são Você não entende nada, Eu sou neguinha e O quereres. 


  


Johnny Hooker
Há ano atrás pesquisei o nome de Johnny pois soube que ele estaria presente num show do carnaval daqui de Recife, e fiquei atônita com sua música. Ele é extremamente intenso e descreve tão bem o amor em toda sua fúria, calor, sutileza, dor, ternura. Tudo. Cada música traz uma sensação, uma euforia, é incrível! Suas criações são geniais, fico extremamente feliz em ter acompanhado sua carreira do início. Minhas queridinhas dele são Amor Marginal, Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito! e Poeira de estrelas.

  


Engenheiros do Hawaii 
Essa é uma das favoritas do meu pai, eu os ouço desde que posso me lembrar. Acabou que a paixão passou de pai pra filha e eu me apaixonei completamente por Engenheiros! As músicas deles são incrivelmente bem construídas. Humberto Gessinger, que é o vocalista, é um puta compositor e é impossível não ficar encantada com a letra e sonoridade das canções de Engenheiros do Hawaii, não tem sequer uma música da banda que eu não goste. Minhas favoritas são Revolta dos Dândis I, Toda forma de poder e A Promessa


  


Cícero
Conheci a música de Cícero em meados de 2013, pelo facebook de uma colega, e ele me acompanha desde então. Ele tem uma delicadeza única, há algo de muito especial em suas músicas, você o ouve e fica com um nó na garganta. Minhas músicas favoritas dele são Ensaio sobre ela, O Bobo e Eu não tenho um barco, disse a árvore.

  


Legião Urbana
Por último, mas não menos importante! Outra banda que foi posta em minha vida desde muito cedo. Legião Urbana me acompanhou em todas as fases que posso lembrar, a banda tem um significado muito grande pra mim. Suas letras são lindas e as músicas, apesar de terem uma estrutura simples, são de arrepiar pela intensidade que é posta nelas. Minhas músicas favoritas são Ainda é Cedo, Soldados e Índios

  

Wishlist literária


 Eu sempre quis fazer wishlists, mas tenho um problema: eu nunca quero nada. Depois de ler e ver bastante sobre o minimalismo, mesmo não me tornando uma adepta, penso mil vezes se preciso mesmo daquilo antes de comprar algo e, bom, na maioria das vezes não preciso. O mesmo acontece nas wishlists: como sei que não preciso de nada, não há o que listar. Porém livros são sempre bem vindos e minha racionalidade de compra não se aplica a eles, portanto, decidi fazer uma wishlist das obras que tô querendo no momento. Espero ter e ler todas elas até o fim do ano! (:



1. A Obscena Senhora D., de Hilda Hilst • "A Obscena Senhora D" é Hillé, que após a morte do seu amante, se recolhe ao vão da escada, para falar 'dessa coisa que não existe, mas é crua e viva, o Tempo.' Obra plena dos temas mais caros à autora - o desamparo, a condição humana, o apodrecimento da carne, a alma conturbada - 'A Obscena Senhora D' é uma procura lúcida e hipnótica das razões da existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um apaixonado beijo de amor. Como a própria Senhora D afirma: '... A vida foi uma aventura obscena, de tão lúcida.'

2. Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector • A vida de Joana é contada desde a infância até a idade adulta através de uma fusão temporal entre o presente e o passado. A infância junto ao pai, a mudança para a casa da tia, a ida para o internato, a descoberta da puberdade, o professor ensinando-lhe a viver, o casamento com Otávio. Todos estes fatos passam pela narrativa, mas o que fica em primeiro plano é a geografia interior de Joana. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback).

3. O Amor Natural, de Carlos Drummond de Andrade • Publicado após a morte do autor, trata do amor com uma linguagem desnuda, quase pornográfica, dividindo as opiniões sobre seu conteúdo. Fortes, intensos e sem o travo de melancolia da poesia amorosa de Drummond, os poemas de 'O Amor Natural' têm clara e positiva afirmação do desejo sexual, do conhecimento físico entre duas pessoas e da vitória contra a morte que representa a busca pelo prazer. 

4. A Metamorfose, de Franz Kafka • 'A Metamorfose' é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

5 . O Processo, de Franz Kafka • Romance publicado em 1925, narra o percurso de Josef K. pelas instâncias de um processo em que é réu, mas cujo teor ele desconhece. O protagonista se vê repentinamente implicado num emaranhado burocrático irresistível que o leva a refletir sobre o sentido da própria existência, a arbitrariedade e a morte.

Séries dessas férias

 Nunca fui muito uma pessoa de séries, no entanto, nos últimos meses, tenho cedido à algumas. Decidi compartilhá-las com vocês porque as acho muito boas! ♥ 

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The End Of The F***ing World
Adaptação dos quadrinhos homônimos de Charles S. Forsman, a série de humor sombrio acompanha dois adolescentes extremamente disfuncionais por uma jornada pontuada por invasões a domicílio, roubos, assassinatos e tentativas de abuso sexual.
 Vocês devem estar ouvindo bastante sobre essa série, e com motivo: é incrível! Me controlei pra não assistir tudo num dia só gosto de me torturar com a expectativa. A série tem um clima vintage, uma trilha sonora impecável, fotografia muito boa e episódios curtos, dinâmicos e muito instigantes. Sério, me pegou de jeito, eu não poderia gostar mais. Com certeza, virou uma das minhas séries favoritas. 10/10

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Black Mirror
Black Mirror retrata a inquietação coletiva em relação ao mundo moderno. Com muito suspense e genialidade, cada história explora temas relacionados à paranoia tecnológica contemporânea. A tecnologia transformou todos os aspectos de nossa vida: em todas as casas, em todos os escritórios e nas mãos de todas as pessoas há uma tela de plasma, um monitor, um smartphone – um espelho negro refletindo a nossa existência no século 21.
 Black Mirror é muito famosa e foi isso que me levou a assistir. É de fato muito genial. Sempre tive uma agonia profunda em relação a evolução da tecnologia e como isso nos afeta e vai afetar ainda mais no futuro, por isso gostei muito. Já que os episódios não têm relação entre si, eu fui assistindo aleatoriamente os que mais me interessaram. Têm uma duração consideravelmente longa e te mante um bom tempo entretido. Assisti os episódios Hino Nacional (Temp1 Ep1), Volto Já (Temp2 Ep1), Queda Livre (Temp3 Ep1), Manda quem pode (Temp3 Ep3), Arkangel (Temp4 Ep2) e Hang The DJ (Temp4 Ep4), e só não gostei muito do primeiro ep. da primeira temporada. De resto, achei todos simplesmente fodásticos e muito bem feitos. Pretendo assistir mais! 9/10 


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Touch
Martin Bohm é um ex-jornalista que, após o falecimento da esposa nas Torres Gêmeas em 11 de setembro, passa a exercer uma série de trabalhos diferentes tentando dar um novo sentido à própria vida. Isso inclui tomar conta do filho, Jake, de 10 anos, que desde que nasceu foi diagnosticado com autismo. Mas Martin começa a acreditar que Jake é mais do que os olhos podem ver. Usando uma série de números em padrão, o garoto leva o pai a fazer descobertas e, assim, começa a traçar um certo equilíbrio entre vários acontecimentos ao redor do mundo. Martin passa então a investigar para descobrir qual é o grande propósito do filho, e os motivos de ele estar no mundo.
 Eu nem lembro como comecei a assistir essa série, mas se não me engano, foi no último dia do ano passado. A série é muito envolvente porque está sempre surpreendendo e os acontecimentos são todos muito instigantes, sabe? Você quer saber o que vai acontecer no final do episódio, é tudo muito bem pensado e inteligente. Além disso, é impossível não se prender também ao relacionamento pai-filho de Martin e Jake. Estou no décimo episódio da primeira temporada e recomendo bastante. 7.5/10


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Vikings 
Vikings apresenta os famosos exploradores, comerciantes, guerreiros e corsários nórdicos a partir do seu ponto de vista. A história é centrada em Ragnar Lothbrok, um agricultor e guerreiro que acredita ser descendente direto do deus Odin, que decide partir e lutar para conquistar novas terras.
 Eu acompanho Vikings há literalmente anos. A série nunca me decepcionou e não está sendo diferente com a quinta temporada, cujo os episódios estão sendo lançados aos poucos me deixando me roendo de ansiedade. Essa temporada tá de fazer meu coração parar. Sempre que posso, recomendo, e agora não vai ser diferente: assistam! 10/10

Cacos

 Imagem de broken, mirror, and glass

 Minha mãe é feita de aço. 

 Desde que eu posso me lembrar, vi minha mãe lidar com relacionamentos tempestuosos. Ninguém nunca lhe foi agradável. Minha mãe teve uma vida complicada em todos os aspectos possíveis. Foi fustigada de todos os lados. Minha mãe passou por tantas guerras que você nem pode imaginar. 

 Sabe o que é mais curioso? 

 Em todos esses anos, mesmo tendo sido tão marcada, eu não vi ela chorar. Nunca. Ela encarava tudo com um sorriso. Às vezes com cinismo. Mas nunca se deixou abalar. Os machucados de minha mãe nunca a fizeram parar. As cicatrizes são tão bem escondidas que quase deixam de existir. Sua força sempre foi de deixar qualquer um impressionado. É admirável. 

 Minha mãe é feita de aço, mas eu não. Eu não. 

 Eu sou feita de vidro. Transparente, tênue e quebradiça como vidro. 

 Por isso, sugiro que fique de olho em si mesmo. Veja bem como você age comigo. Eu suporto um ou outro impacto, mas não por tanto tempo. Eu não sei ser tão macia, eu simplesmente não aguento tanto assim. E você deve saber, quando se estilhaça vidro, além de não poder recuperá-lo em sua forma original, você corre sérios riscos de se machucar. Eu só queria te lembrar disso. Eu sou feita de vidro.

Inquietação.


 Assim como uma ostra, só sou capaz de criar algo belo diante do desconforto. Abomino o que me é cômodo por ser o que me faz improdutiva. Quero o incomodo, o desafio. Refaço-me quando chego à exaustão. Aprecio tudo que me é novo, quero tudo que desconheço. Escrevo somente quando sou provocada, só tenho as palavras quando elas remexem dentro de mim. Só posso pintar rostos que vi. Só posso dissertar sobre o que vi, o que vivi, o que me habita, o que me possui. Só posso capturar ambientes onde já estive. 
 Anseio por ver mais. Sentir mais. Ser mais. Almejo novas experiências porque só assim posso renovar a mim e a minha arte. 

16. Uma música de um filme


Her é um dos filmes mais bonitos que já vi. É calmo e agradável de assistir, me levou a tantas reflexões, me tocou muito. Fiquei emocionada e envolvida com a história. Quando chegou a cena onde tocam essa música, quase explodi de amor. Me deu vontade de chorar, sabe? Mas de uma forma boa. O som das vozes, do ukelele, me acolheram muito. Acho que posso definir o sentimento como uma felicidade triste ou uma tristeza feliz.

it's a dark and shiny place 
but with you my dear 
i'm safe and we're a million miles away 
we’re lying on the moon 
it’s a perfect afternoon 
your shadow follows me all day 
making sure that i'm okay 
and we’re a million miles away

Ambivalência.



 Há dias que te procuro pra me alojar no seu peito e encontrar a calma que só o calor da sua pele dourada me dá. Outros dias te busco pra compartilhar minhas teorias e opiniões e histórias e sermões. Em dados casos, quero-te como um amigo, ouvir sua posição sobre dadas situações, escutar atentamente seus conselhos. Sendo sincera, há também os dias que te busco somente pelo prazer do nosso sexo. Às vezes te quero pra rir alto e contar piadas; outras, te desejo pra conversar sobre cada centímetro do meu âmago e chorar abertamente no seu ombro. 
 Na maioria do tempo, quero você por perto pelo conjunto de todas as coisas que citei e tantas outras que jamais poderia descrever. No entanto, é surpreendente até pra mim mesma que mesmo quando estou impaciente com grande parte das suas características, há sempre alguma outra que me faz voltar. Isso só me faz sentir mais raiva,
 mas também me faz te adorar mais. 

Tchau, dois mil e dezessete.

 2017 não foi um ano agitado. Não viajei, não saí tanto nem nada do tipo. Pelo contrário: fiquei muito, mas muito na minha. E deve ser justamente por isso que foi um dos anos que mais me mudaram. De fato, me virei do avesso.
 2017 foi um ano intenso.
  Estive muito só e aprendi a lidar e a aproveitar essa solidão, e eu não poderia ter feito melhor. Passei horas e horas em meu quarto, me estudando e pensando em mim mesma, no meu passado, presente e futuro. Você pode me achar egoísta por isso, mas eu devo dizer que não é bem assim. Foi um processo tão necessário. Os dias, noites e madrugadas que passei sozinha foram momentos importantíssimos, onde eu me encontrei comigo mesma. Me conheci. Busquei os motivos de eu ser a pessoa que sou. Me virei do avesso. Botei o dedo em várias feridas, abri e remexi várias cicatrizes. Fui ao fundo do poço, me senti a pessoa mais miserável do mundo em dados momentos. Mas também houveram situações que fizeram eu me sentir no topo do planeta, a mulher mais poderosa do universo. De fato, visitei os extremos. Aprendi a chorar pra aliviar a agonia.
 Esse ano me trouxe muitos novos hábitos que nunca imaginei ter. Me esforcei bastante nos estudos e senti prazer em passar algum tempo do meu dia nas leituras e anotações. Passei a me alimentar de forma limpa e adequada e comecei a levar a sério os exercícios físicos, treinando pesado e, pra minha surpresa, gostando muito desse estilo de vida. Li livros maravilhosos e assisti muitos filmes fantásticos. Me apaixonei por várias séries, vários personagens. Aprendi a dividir muito bem meu tempo, dando um momento do dia pra cada coisa que eu preciso fazer e que me deixa feliz.
 Fiz algumas novas amizades que, apesar de terem me deixado com um pé atrás no começo, acabaram por me fazer muito bem. Algumas pessoas se distanciaram de mim, e tá tudo bem - essas pessoas continuam habitando meu coração e meus pensamentos.
 Tive algumas frustrações e aprendi uma das coisas mais difíceis que há: a me perdoar pelas minhas falhas. Tive que descobrir maneiras de lidar com minha ansiedade e não é que consegui dar uma segurada na danada?
 Meu namoro passou por algumas complicações, mas conseguimos contornar as coisas da nossa maneira e bom, deu certo, eu acho.  Descobri a força que o amor por uma pessoa nos faz ter. Descobri também que esse mesmo amor é a coisa mais importante, mas ele sozinho, meus caros, não deixa um relacionamento em pé. Treinei muito minha paciência e compreensão. Tudo isso nos deixou mais fortes e mais maduros também.
 2017 me fez entrar num processo de reconstrução muito importante, mas que ainda não acabo. Há muito pra ser melhorado e aprendido - que bom! Ainda assim, estou satisfeita com cada coisa que conquistei e aprendi. Foi difícil, e ainda assim, estou aqui de pé. Consegui tirar o melhor de tudo que me aconteceu, acho que isso é bom. Muito bom.
 Gosto desse clima de despedida e sempre sinto a necessidade de escrever algo nos fins de ano. Independente do que digam, há sim algo especial nos anos que começam. Ciclos se abrem. Eu acredito nisso, então não posso deixar de cruzar os dedos e desejar o melhor pros dias que estão vindo. Tchau, 2017. Que seu sucessor seja ainda melhor e me ensine ainda mais.

 À vocês, não posso deixar de desejar um feliz ano novo, preenchido com um monte de amor e alegria. Um beijo.
 ♥ 

Filmes que vi nos últimos tempos

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Grandes Olhos
O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane, uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.
 Comecei a assistir o filme com uma expectativa altíssima e, bom, em momento algum ele me decepcionou. A fotografia é linda, a trilha sonora maravilhosa. Fiquei muito indignada com toda história. A de vida de Margaret Keane parece mesmo um filme de tão absurdo que são os acontecimentos com Walter. O filme é muito forte e bastante inspirador. 10/10



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Até O Último Homem
Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.
Esse é um dos filmes mais bonitos que já vi. Sério! A fotografia é perfeita e apesar dele ter mais de duas horas de duração, você fica tão envolvido que mal vê o tempo passar. A história passa muita força e inspiração, é retratada com muita sensibilidade e você simplesmente cria um vínculo, uma admiração pelo protagonista. Não sabia que era uma história real, descobri apenas no meio do filme, o que me deixou ainda mais tocada por toda a bondade envolvida. 9/10



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Nocaute
O boxeador Billy "The Great" Hope trilha seu caminho rumo ao título de campeão enquanto enfrenta tragédias pessoais. Além das batalhas nos ringues, ele é forçado a lutar para conquistar o amor e o respeito de sua filha em uma busca por redenção.
O filme te toca do começo ao fim. Perdi as contas de quantas vezes meus olhos marejaram enquanto o assistia. As cenas passam perfeitamente o que têm que passar e você se sente ansioso a todo momento para que dê tudo certo. É, de fato, uma história muito tensa e emocionante. Não imaginei que fosse gostar tanto e que fosse tão bom, me surpreendi mesmo. O filme não foi tão bem avaliado pela crítica no geral, mas eu, particularmente, gostei muito.  10/10



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Ela
Em Los Angeles, o escritor solitário Theodore desenvolve uma relação de amor especial com o novo sistema operacional do seu computador. Surpreendentemente, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa, uma entidade intuitiva e sensível, chamada Samantha.
Por último, mas não menos importante, Ela. Que filme, céus, que filme! Me arrependo tanto de não ter o visto antes. Carrega uma sensibilidade incrível, é lindo, é lindo demais. Eu poderia escrever um post inteirinho sobre ele. Ela me trouxe muitas reflexões sobre tantas coisas diversas. O fim do filme foi absolutamente surpreendente pra mim. Com certeza entrou na lista dos meus filmes favoritos. 10/10

Primeiro amor.

 

 A literatura entrou na minha vida quando ainda era muito nova. Comecei como todos: com os contos de fada. Depois fui presenteada por muitas vezes por tias e principalmente pelo meu pai. Então apaixonei-me pelas palavras miúdas dentro daquelas obras. Lembro-me muito bem da primeira vez que fui às compras com minha mãe: ela me levou a um sebo qualquer no centro da cidade, onde escolhi, afoita, uns cinco livros de uma só vez. Fiquei reluzente, com os olhos brilhando e andando abraçada com aqueles exemplares como quem agarra o primeiro amor. Algum tempo depois, comecei a escrever. Pedi um caderno só pra isso. Passava tempos e tempos tentando rimar, escrevendo sobre sentimentos que sequer conhecia. Foi uma das brincadeiras que mais gostei: brincar de escrever.. 
 Gostei tanto que não parei. 
  Já fiz terapia diversas vezes na vida. Tive três ou quatro psicólogos nos últimos anos e eu vos digo: nada disso me ajudou tanto quanto escrever sobre os sentimentos que me fazem de casa. Acumulo cadernos e agendas preenchidos pelas minhas palavras de agonia e alegria, manchados com lágrimas, marcados com minhas descobertas, indagações. Perdi as contas de quantas madrugadas passaram-se comigo debruçada sobre uma mesa, escrevendo até que o punho ardesse ou digitando até que meu tendão doesse. É o que me salva de mim mesma. Quando escrevo, penso e sinto coisas que estavam tão fundas e escondidas. É quando me conheço, me estudo, me entendo. Os livros são minhas passagens à lugares distantes, paraísos desconhecidos. Vivi muitas vidas, andei por muitos lugares, experimentei muitos amores. Tudo graças à literatura. 
 Nunca gostei que lessem o que escrevo porque nunca achei grande coisa, mas nos últimos meses aprendi a lidar com isso e até tenho passado a gostar de compartilhar alguns dos meus escritos. Nos últimos tempos, tem até surgido uma vontade de começar a escrever um livro. Às vezes me pego pensando em alguns diálogos, trechos, personalidades inexistentes. É como se eu tivesse as palavras comigo, mas não a história. Mas não tenho pressa: um dia, vem. Quando tiver que vir. 

Busca.

I
 O que me aflige é o fato de ser tão pequena. Minúscula. Insignificantemente mínima. Ter consciência que eu posso saber muito, saber demais, mas jamais hei de descobrir os mistérios dessa vida.
 E eu nunca conhecerei cada um dos mais de sete bilhões de habitantes do planeta. Não é possível sentar frente a frente, conversar com cada um deles, não poderei emocionar-me com suas vivências...
 Jamais poderei encarar cada uma das páginas dos cento e vinte nove milhões livros que já foram escritos. Tampouco vibrarei com o enredo de todos os filmes já gravados na história. 
 Isso me agonia. Me seca a garganta. A consciência da falta de conhecimento sobre meu próprio planeta-casa. A ignorância sobre o meu próprio ser. Saber que morrerei sem conhecer sequer um terço de tudo que existe.

II
 Apesar de sofrer com o fato de que jamais conhecerei e alcançarei as verdades e fatos da existência, eu bem compreendo o porquê dos deuses terem tornado o cosmos tão não-acessível. 
 Nós, seres imperfeitos, tão tomados pela ganância e raiva desde o início dos tempos, simplesmente jamais poderíamos conceber algo tão simétrico, perfeito e equilibrado como o universo. Os porquês da vida seguir de certas maneiras. Se o soubéssemos, estaria tudo desfeito. Destruiríamos tudo que há. 
 Simplesmente não nos cabe. 
  Ainda assim, sou teimosa. Um espírito curioso. Sigo tentando agarrar o que não é pra mim. Enquanto eu viver, minhas interrogações continuarão ecoando. Meus porquês têm tanta vida quanto eu. Continuarei procurando, como um caçador, as verdades ocultas que rondam meu existir. 

Roberto Ferri

Prigione di lacrime

Roberto Ferri nasceu em Taranto em 1978. Começou a estudar a pintura como autodidata. Mudou-se para Roma em 1999, aprofundou sua pesquisa sobre a pintura antiga, desde o início do século XVI até o final do século XIX; em particular, dedicou-se a Caravaggio e à pintura acadêmica (David, Ingres, Girodet, Géricault, Gleyre, Bouguereau, etc.)

Pela segunda vez venho compartilhar aqui uma descoberta artística que fiz. Não pude evitar! As pinturas desse artista me deixaram absolutamente encantada. Quando as vi, achei que fizessem parte do século passado e corri pra procurar sobre. Me surpreendi muito quando descobri que são atuais. Suas telas têm um ar um tanto obscuro, sensual e ao mesmo tempo parecem retratar anjos. O estilo me deixou muito apaixonada. Selecionei com muita dificuldade as minhas pinturas favoritas pra colocar aqui. ♥


Sigilium

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Amore Profano

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Il Rito

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Il Bacio

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Il Dono

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Lucifero

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De Profundis Clamavi

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Furiti aestus

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Caso interessem-se por mais, vocês podem visitar seu portfólio: www.robertoferri.net/gallery.php ♥ 

Devolva-me as asas.


 É uma angústia que entra sem avisar pela porta do meu quarto. Ela vem devagar, não dá sinal. Quando bem dou por mim, estou tomada por uma melancolia inexplicável. É uma inquietude, uma vontade de voar, voar longe. Um desejo de sair da minha própria pele, de buscar algo novo, de conhecer diferenças. Essa tristeza me faz sentir engaiolada por algo que eu nem sei. Vem um nó na garganta, uma sede que nenhuma água consegue matar.  É um ruído que não cessa.
 Eu quero me esvair pelos meus poros, esse corpo não me pertence. É muito pequeno pra mim. Eu não caibo aqui. Eu preciso de mais. Eu quero ser como o ar: intangível, livre, solto. Eu quero estar por toda parte. Toda liberdade me é necessária. Essa matéria não me interessa. Eu não quero ter massa. Devolva-me minhas asas. Eu quero a imensidão. 

"Liberdade é pouco. O que quero não tem nome." — Clarice L.

Pra fazer nas férias.



Todo ano eu planejo coisas pra fazer nas férias e é um fato que eu quase nunca chego a concluir a lista, mas isso não me impede de continuar tentando, não é? Já disse aqui que adoro fazer listas. 
 Ainda falta uma última prova a ser feita antes que eu entre de férias, mas ainda assim já comecei a fazer meus planos. Não custa tentar :)

• Visitar o museu de arte moderna daqui 

• Comer em algum lugar diferente
• Sair com um amigo que não vejo há um tempo
• Fotografar 
• Conhecer novas músicas e artistas (inclusive, podem me recomendar)
Ir ao cinema alguma vez 
• Assistir bastante, tanto filme quanto séries (netflix, meu amor!)
• Malhar durante as manhãs (a manhã é meu horário favorito pra treinar, mas quase nunca posso, graças à escola)
• Ler pelo menos dois livros (mas quanto mais, melhor!)
• Comprar itens de papelaria
• Personalizar cadernos e agendas 
• Voltar a usar uma agenda
• Fazer uma limpa em cadernos/livros que não quero mais
• Conhecer novos blogs
• Fotografar

The Sinner

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A investigação acerca de um crime precisa acabar quando se sabe qual foi o crime e quem foi o criminoso? Quando uma jovem mãe de família comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou àquele estado de fúria súbito, um investigador se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique da mulher, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.

 Sexta passada, meu namorado praticamente me obrigou a começar a assistir essa série. Vi o primeiro episódio na casa dele e fiquei muito curiosa e intrigada com o enredo. Quando cheguei em casa, simplesmente não consegui parar de ver a série. A terminei em quatro dias, o que é um recorde pra mim, já que é muito difícil uma série me prender e não me fazer cansar. 
 Como leram ali, a história trata de uma mulher chamada Cora que, em um dia comum, enquanto estava na praia com seu filho e seu marido, simplesmente surta e esfaqueia um homem que estava ali próximo. Quando é indagada dos motivos que a levaram a isso, ela não tem como explicar. Durante os episódios, com ajuda de um investigador, Cora relembra fatos de sua própria história de vida e coisas que estavam nas profundezas do seu subconsciente que a levaram ao assassinato. 
 A série é cheia de reviravoltas, sério. Diversas vezes achei que finalmente o problema havia sido solucionado, mas não demorava muito pra situação mudar, o que me fez não conseguir largar a Netflix nos últimos dias. 
 Outra coisa que me instigou muito foi a forma que a mente de Cora foi estudada. Eu adoro psicologia, psicanálise e coisas do tipo, acho a mente humana uma coisa fantástica, e ter isso tão bem explorado foi muito interessante mesmo. Outra coisa que acho bem válida: tem Cigarettes After Sex na trilha sonora, o que deixa a experiência ainda melhor. Nota 9.5/10



2. Uma música com um número no título

Esse é o terceiro post do 30 music challenge. Clique aqui e veja meus outros posts do projeto. ♥ 


Faz muito tempo que eu ouço essa música e, sinceramente, eu até hoje não compreendi muito bem do que se trata. É o tipo de canção que deixa você se perguntando o que foi que inspirou o artista, e acho que é esse o porquê de eu gostar dela. Eu não a entendo e ela me dá um nó na garganta, mas ainda assim, gosto dela.


strongest taste
loudest drop 
head is filled Y

you'd be thirteen 
I'd be thirty-five 
gone to find a place for us to hide 
be together, but alone 
as the need for it has grown

Joseph Lorusso


Joseph Lorusso nasceu em Chicago, Illinois, em 1966 e formou-se na American Academy of Art. De descendência italiana, Lorusso foi exposto à arte muito novo. Através de várias viagens à Itália, seus pais apresentaram-no às obras dos mestres italianos. Lorusso teve essas influências ao longo de seu desenvolvimento artístico inicial e eles ainda são evidentes em seu trabalho hoje.
Joseph Lorusso reproduz paisagens e retratos. Concentrou-se em aprimorar seus poderes de observação, especialmente no que diz respeito à cor, textura, forma e composição. As pinturas de Lorusso foram descritas como cálidas e sonhadoras, lugares de fuga reparadora com um sentido de espiritualidade e compartilham atemporalidade com as obras de outras eras.

Vi uma obra desse cara no Tumblr e simplesmente me apaixonei. Busquei por seu nome e cheguei ao portfólio, me apaixonando ainda mais por seu trabalho. Suas pinturas me trouxeram uma sensação tão incrível, devo admitir que há tempos um pintor não me tocava assim. Não houve sequer uma obra que eu não pudesse olhar por horas! Gostei tanto que decidi apresentá-lo à vocês. Escolhi com muita dificuldade as pinturas que mais gostei e coloquei aqui.  Espero que gostem tanto quanto eu. Acho que as telas combinam com a música ♥


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Pesar


 É como se nenhuma das coisas que eu amei me abandonasse. Mesmo quando declaro óbito ao sentimento, com documento assinado e certeza absoluta, há sempre um fantasma que volta para me atormentar. 
 É como se a intensidade que eu ponho nas coisas fizesse tudo durar muito, durar até depois do fim.  É como se sempre houvesse um resquício de tudo que pensei que havia desfeito. 
 Eu não consigo explicar. Mas isso fere e cura. A nostalgia fere e cura. Porque quando eu penso no passado e lembro das pessoas, lugares e das coisas, há uma calma, um sentimento de satisfação por ter participado e feito coisas tão belas, verdadeiras. Mas existe também uma dor, uma pontada, uma faca enferrujada que entra tão lentamente que me tira o ar. Uma voz sussurrante que alerta que aquilo ali foi lindo, mas que já foi, e se foi para não mais voltar. A angústia da consciência de que tudo aquilo não vai se repetir. Eu não sei qual dos dois sentimentos vence.

Speechless

 furyouwithlove-blog:
“Vincent van de Wijngaard
”

 Você nunca vai me dar flores, porque você não acha justo matá-las por uma felicidade momentânea. Você não precisa declamar aos sete cantos do mundo como se sente sobre mim. 

 Isso não é uma reclamação. Eu gosto. 

 Você tem seus próprios modos de se declarar e eu compreendi isso há muito tempo atrás. Foi difícil, mas eu pude entender um dia. São jeitos diferentes, algumas vezes difíceis de captar, mas são tão seus que fazem os clichês românticos serem absolutamente dispensáveis entre nós dois. 
 Eu sinto seu amor por mim quando você quebra a cabeça pra me explicar fatos do universo que nem você mesmo entende bem. Eu sinto seu amor por mim nos seus acordes e nas suas letras, na sua empolgação quando sou a primeira pessoa que você mostra uma nova música que aprendeu a tocar no violão. Eu sinto seu amor por mim quando eu, adormecida nas madrugadas frias, sinto você dispor seu corpo sobre o meu só pra me tornar quente. Eu sinto seu amor por mim quando você aceita passeios entediantes só porque pra mim eles parecem uma boa ideia. Principalmente, eu vejo seu amor por mim na sua íris castanho escuro, enquanto você me observa nos dias comuns, na agradável rotina que nos acompanha. 
 Apesar de, na vida no geral, eu ser extremamente prolixa, eu sempre senti que com você não é preciso. Não é necessário palavras pra dizermos um eu te amo. Basta uma troca de olhares, um encostar, e pronto, está feita a declaração. Acho que é isso que chamam de conexão, não é?



15. Um cover de outro artista.

Esse é o segundo post do 30 music challenge mas ao invés de estar fazendo o segundo tópico da lista, estou fazendo o décimo quinto, porque yo soy rebelde. Vamos lá ♥ 


O que falar de Aurora? Ela é o mais próximo de um anjo que eu já vi. A voz da menina me arrepia inteira e não é raro eu me acabar em lágrimas com suas músicas e interpretações - não porque sua música é triste, mas simplesmente porque é tão bonita! Seus gestos e expressões me emocionam tanto, eu aprecio muito sua voz. Na minha opinião, sua versão de Wrecking Ball é de longe melhor que a versão original. A menina coloca muito sentimento em tudo que faz, e com essa versão da música não foi diferente, ficou muito lindo. ♥


Paixões platônicas


É provavelmente o post mais fútil daqui, mas nem só de cultura e inteligência vive a alma humana, não é? Hoje quis listar os meus crushs televisivos, então, vamos lá. 
(Amor, sei que você nunca vai ler isso mas não leve a sério, ok? Amo você.)

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Rollo Lothbrok, de Vikings: ah, Rollo. Eu poderia colocar o elenco inteiro de Vikings aqui, mas vamos pelos principais. O Rollo foi um ser humano péssimo em trair e deixar o irmão? Um pouco. Ele teve algumas várias atitudes erradas durante a série? Uhum. Mas meu coração o perdoa e dá um espacinho pra ele. Tadinho, teve seus motivos.

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Otto: Eu sei que ele é literalmente mais velho que meu pai, mas o que eu posso fazer? A gente não manda no coração. Além de um charme sem fim, Otto é dono de uma voz tão magnífica e cheia de força que sempre que ouço o timbre dá uma vontade de chorar. Ouçam esse cara e fiquem apaixonados junto comigo.

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Marshall Eriksen, de How I Met Your Mother: Marshal não é exatamente um grande galã ou sei lá, mas como não se apaixonar? Ele é um ser humano tão amável, engraçado e até meio inocente,  totalmente o tipo de pessoa que a gente almeja pra ser pai dos nossos filhos. Marshal é uma graça, gente.

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Alex Turner em 2009: não é como se depois de 2009 ele deixasse de estar entre minhas paixões secretas, mas esse ano foi o auge, com esse cabelinho sobre os olhos, cara de menino e sarcasmo nas entrevistas. Não dá vontade de adotar?! 
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Chidi, de The Good Place: outro que definitivamente não é o maior dos galãs, mas sério, Chidi é inteligente e tão sensível que faz você ficar apaixonada. Sem falar do sorriso, que é uma graça.

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Alfonso, The OA: pra começar, só o nome dele já é muito charmoso (experimente dizer "Alfonso" em voz alta), e ele em si é lindo, além de ter aquele jeito sério e fechado mas tão frágil ao mesmo tempo.


~

Por hoje é só, eu acho. Me contem as paixões platônicas de vocês também, um beijo! <3 

1. Uma música com uma cor no título

Esse post faz parte do projeto 30 music challenge {clique aqui pra ver a lista} que vi no blog da Helen e decidi fazer também :)


 Amarelo não é minha cor favorita de todas, mas de certa forma, me atrai de muitas formas. É uma cor que parece que tem vida, que brilha, que chama. Eu sempre pensei que se a felicidade tivesse uma cor, ela ia ser amarela. 
 Yellow não é exatamente uma música alegre ou agitada, mas me passa tranquilidade. É o tipo de música que ouço quando estou triste porque é lenta, mas sutilmente me acolhe, me deixa melhor. Além disso, me traz memórias tão gostosas. Tenho um carinho muito grande pela banda também, e especialmente por essa canção. 

your skin and bones 
turn into something beautiful 
do you know 
you know I love you so?

I swam across 
I jumped across for you 
oh, what a thing to do
cos you were all yellow 
I drew a line 
I drew a line for you 
oh, what a thing to do 
and it was all yellow

Capitães da Areia

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Tendo como cenário as ruas e as areias das praias de Salvador, Capitães da Areia trata da vida de crianças sem família que viviam em um velho armazém abandonado no cais do porto da capital baiana. Os motivos que as uniram eram os mais variados: ficaram órfãs, foram abandonadas, ou fugiram dos abusos e maus tratos recebidos em casa. 

Faz um tempo que acabei o livro Capitães da Areia, mas não escrevi sobre imediatamente porque queria dar também minha opnião sobre o filme da obra, que só assisti esses dias. 
Fico insegura para falar de clássicos, mas gostei tanto do livro de Jorge Amado que me senti obrigada a falar dele aqui. 

 O livro trata da vida de um grupo de meninos de rua que se uniram pelos mais diversos motivos e liderado por Pedro Bala. Os garotos dormem nas ruínas do trapiche, um armazém abandonado e durante o dia, se ocupam de furtos, perambulam, mendigam... Enfim, vivem sua vida de abandono. Apesar de serem meninos, vivem como homens: fumam, bebem, apostam, dormem com mulheres e abusam de meninas, sem falar dos roubos maiores, que eram organizados e feitos por agrupamentos de integrantes do grupo quando solicitado por terceiros. O livro mostra tudo isso, mas em muitos capítulos nos faz ver que essas crianças agem como homens e falam como homens, mas não deixam de ser crianças. 
 No meio do livro, há também a entrada de Dora no bando, uma menina que é encontrada e levada ao trapiche. Mas sobre ela não posso falar muito pois acabarei me excedendo nas palavras. Só direi que é impossível não se apaixonar pela garota, que é cheia de coragem mas também delicada de muitas maneiras. 
 Há também alguns personagens adultos em convívio com os Capitães da Areia, como João de Adão, o doqueiro e Padre José Pedro, um padre bondoso que faz constantes visitas aos meninos. 
 O livro é dividido em três partes, mas antes delas, há uma espécie de pseudo-reportagens e depoimentos, explicando o que é o grupo Capitães da Areia. A primeira parte do livro basicamente nos apresenta os personagens; a segunda parte inicia quando Dora vai para o trapiche e a terceira e última nos diz o rumo que toma os Capitães. 

 A palavra que eu usaria para esse livro seria intensidade. De verdade, que obra intensa. Me peguei sorrindo pra Dora, compartilhando a Fúria de Volta Seca, franzindo as sobrancelhas pra Pedro Bala. Você sente e imagina perfeitamente cada cena que Jorge Amado retrata. Só de falar desse livro, meu coração já palpita e estremece.
  O livro é muito atual. Tem muito da nossa realidade, bem crua e nua. Você se pega reformulando pensamentos e revendo conceitos, engolindo em seco quando entra em contato com a realidade dessas crianças. É um livro de fácil e rápida leitura e a linguagem é bem coloquial o que eu adoro!. Vale muito a pena, é extremamente envolvente e cativante. O tipo de livro que você se pega com o coração acelerado pra saber o que vai acontecer depois.

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 Obviamente, o livro é um milhão de vezes melhor que o filme. Há muito tempo deixei de assistir filmes baseados em livros com altas expectativas. O filme é ok, apenas. Aparentemente teve baixo investimento e houveram diversas falhas. Muitas vezes, as cenas me passaram a sensação de estarem incompletas, entende? De faltar alguma coisinha. Os atores, provavelmente pela falta de experiência, têm uma atuação que deixa a desejar, apesar de serem muito adequados esteticamente falando. O filme consegue passar a essência dos Capitães, mas não o suficiente. Basicamente, o filme não é o suficiente. Eu sinceramente não recomendo se você não leu o livro; serve como um bom complemento da leitura, mas com a falta do livro, não rola muito.

 Acho que é isso, gente. A obra de Jorge Amado me surpreendeu muito e com certeza merece uma chance de vocês. ♥ 

Perguntas de Halloween!

Imagem de boo, ghost, and Halloween

 Oi! 
Como devem saber, amanhã {31/10} é halloween. A data não é tão comemorada no Brasil, o que eu acho uma pena, já que adoraria participar de eventos nessa época, com fantasias e comidas típicas.
 Vi uma tag no Antique Faerie com a temática do dia das bruxas e decidi fazer :) Ela é bem simples e eu me diverti bastante respondendo! 

Abóbora: Qual é a sua estação favorita? 
Apesar do Brasil só sentir de fato inverno/verão, vou dizer que outono.

Fantasma: Você se assusta com facilidade? 
Sim! A coisa mais fácil do mundo é pregar uma peça em mim e me deixar com o coração saindo pela boca. 

Doce de milho: Qual é o seu tipo favorito de doce? 
Doce de vó, sabe? Tipo bolo, torta, mousses, pudins, brigadeiro de colher... 

Vampiro: Qual é a sua criatura sobrenatural favorita? 
Sereias.

Bruxa: Se você pudesse ter qualquer super poder, qual seria? 
Poder sobre o tempo. Ter a possibilidade de parar, adiantar, voltar... 

 — Doçura ou travessura: Qual foi o seu traje favorito de Halloween? 
Só me fantasiei uma vez, e foi de pirata. Gostei. 

Gato preto: Você é supersticioso? 
Não muito. Quase nada, na verdade.

Tábua Ouija: Se você pudesse mudar seu nome, para o qual você mudaria? 
Não sei se mudaria, mas talvez para algo diferente e mitológico, como Atena, Hera ou Freya. 

Cemitério: Você conhece boas histórias de terror? 
Já li e ouvi histórias ótimas; posso não estar lembrada agora, mas conheço! 

Esqueleto: Você já quebrou um osso? 
Não espero continuar assim

Homem-lobo: Qual a sua lenda urbana favorita?
Não conheço muitas. O mais próximo que conheço são os contos do Poe, e adoro todos. 

Horror Flick: Você gosta de filmes assustadores? Em caso afirmativo, qual deles é o seu favorito
Não são meus favoritos porque sou frouxa e não aguento, mas gosto de ver às vezes. 

Casa Assombrada: Você preferiria morar na cidade ou no interior? 
Gostaria de ter casa em ambos. O conforto da rotina da cidade de segunda à sexta, a paz do interior nos dias de descanso pra recarregar as energias seria perfeito. 

Zombie: Você acha que poderia sobreviver a um apocalipse zumbi? 
Não mesmo. A primeira pessoa a morrer seria eu! 

Mamãe: Qual é o seu maior medo? 
Abandono e estupro. 

Bat: Você tem algum animal de estimação?
Não, mas queria muito. 

Caldeirão: Que tipo de poção você faria se você tivesse a oportunidade? 
Uma de sabedoria. 

Lua cheia: Você prefere a noite ou durante o dia? 
O meio termo: o fim de tarde, onde o sol começa a esfriar... 

Broomstick (seria a vassoura de uma bruxa): Quais lugares emocionantes você já viajou? 
Não viajei de fato pra canto nenhum, mas os fins de semana na casa de praia dos meus sogros são memoráveis.


 ♥

Tela.



as cores do seu corpo
eu as conheço de cor
gosto de misturar suas texturas com meus dedos, 
bagunço os pigmentos,
altero as nuances,
meus olhos apreciam seus tons.
tua pele imperfeita é a minha tela favorita
a tinta que melhor se adequa é minha saliva
te pinto com a ponta da língua. 
{fazer amor é fazer arte
ou fazer arte é fazer amor?} 

Something is changing, changing...

 Imagem de hair, scissors, and cut
 Por anos, mantive meu cabelo comprido. Cuidei dele com todo amor; ficava puta quando me sugeriam cortar, mudar. Somente um cabeleireiro em toda cidade tinha a permissão de alterá-los. Meu cabelo carrega minhas histórias. Pode parecer um tanto besta, mas é como se muito da minha essência estivesse emaranhada nos meus amados fios negros. Talvez ele diga muito sobre mim.
 Hoje eu quis cortar o cabelo. 
 Estava à toa e decidi que iria no meu cabeleireiro assim que terminasse o que estava fazendo para me livrar do comprimento. Há alguns dias já estava ensaiando uma vontade de passar a tesoura, mas hoje, assim, do nada, me senti pronta pra ir. O desejo de retirar o "cabelo velho" veio de uma jornada de meses, onde tenho mudado uma série de coisas em mim mesma, e mudado pra melhor. Aprendi tanto de mim. Estive no auge do desespero e no auge do prazer também. Com o auto-conhecimento, vieram correções e melhorias. Hoje, junto do meu cabelo, foram-se embora os descartes de uma Ana mais antiga. Meus cabelos podados vão crescer, ficarão maiores e mais fortes que os antigos, e nele vão se emaranhar os detalhes de uma evolução minha que nem conheço. 
 Não posso deixar de me sentir ansiosa por isso.


Obras de arte favoritas #1

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Na Cama, Henri de Toulouse-Lautrec

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O Abraço, de Egon Schiele

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O Nascimento de Vênus, Botticelli. 

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Noite Estrelada, Van Gogh

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Na cama - O Beijo, Henri de Toulouse-Lautrec