18/10/2017

Onde está Segunda?

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Situado num mundo fragilizado pela superpopulação, onde famílias só podem ter um filho, sete irmãs gêmeas (interpretadas por Noomi Rapace) dividem os dias da semana para poderem conviver no mundo, sendo cada uma nomeada com seu respectivo dia em que é permitida sair. Quando Segunda desaparece, as outras seis tem que se juntar para descobrir o paradeiro dela enquanto são caçadas pelas forças do governo.

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 Como vocês podem perceber em posts mais antigos sobre filmes que fiz aqui, costumo sempre dar notas pros filmes que vejo de 0 á 10. Não escrevo sobre todos os filmes que assisto, mas mesmo assim, sempre dou uma nota. Por eu ser um tanto quanto chata e exigente, é raro que eu dê 10 de fato pra algum filme ou série; sempre há algo que me deixa incomodada. Onde está Segunda? tirou facinho de mim um 10, e por isso acho que o filme merece um post inteirinho sobre ele. 
 Onde está Segunda? é uma distopia, e eu adoro distopias, então comecei a assistir o filme já com expectativas, mas a trama conseguiu me prender ainda mais! A ideia do filme já é interessantíssima: numa sociedade onde apenas um filho é permitido, ao nascimento de sete gêmeas, um avô tem a ideia de criar cada uma delas e dar um dia da semana para cada uma delas sair. Assim as irmãs crescem, construindo uma persona que não é nenhuma delas realmente, mas de alguma forma é todas. 
 Apesar do filme ser longo (pouco mais de duas horas de duração), você sente o tempo voar. Nenhum minuto é desnecessário, sempre há algo acontecendo, você sente algo em todos os momentos. O filme não é nem um pouco previsível; é impossível supor o que vai acontecer na cena seguinte, e isso te deixa tenso e ansioso durante toda a trama. A fotografia é ótima e muito agradável aos olhos, e não há nada para reclamar dos efeitos especiais. O final me tocou muito, o filme inteiro me deixou num misto de agonia e euforia. Se tiverem a oportunidade, assistam esse filme. Foi produzido pela netflix e está lá, para quem se interessar ♥ 

14/10/2017

 

 Nas últimas semanas, tenho preferido muito estar só e minha paciência tem estado tão pequena que talvez eu até pareça meio rabugenta e mau humorada. Não é que a companhia das pessoas não me agrade, no geral, as pessoas me encantam e eu adoro observar e ouvir a maioria delas, mas é só que meu quarto e meu espaço têm sido tão confortáveis e agradáveis, entende? 
 Esse afastamento, por assim dizer, tinha sido um tanto inconsciente até o momento. Hoje me dei conta disso. Tem sido bom passar mais tempo comigo, fazendo coisas banais, lendo, estudando, ouvindo... Quando nos tornamos nossa principal companhia, aprendemos muito e o vínculo que criamos com nós mesmos é algo muito interessante. Apesar de considerar esses retiros importantes, não consigo deixar de me sentir um pouquinho culpada e até egoísta por me ensimesmar dessa maneira. Tento me livrar desses pensamentos mas não é tão simples. Bom, enfim, tenho tentado me dar o tempo que for e aproveitar minha zona confortável por um tempo. Acho que não é um crime, ou é?